Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 08:19
O Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira (18), liquidar extrajudicialmente o Banco Pleno S.A., estendendo a medida à Pleno Distribuidora de Titulos e Valores Mobiliarios S.A.. As duas instituições compõem o conglomerado prudencial Pleno, classificado como de pequeno porte dentro do Sistema Financeiro Nacional.>
De acordo com a autoridade monetária, a decisão foi tomada após a constatação de deterioração na situação econômico-financeira do grupo, especialmente no que diz respeito à liquidez. O BC também apontou descumprimento de regras que regem a atividade bancária e desatendimento a determinações expedidas pelo órgão regulador.>
Com a liquidação extrajudicial, instrumento previsto na legislação para situações em que a instituição deixa de reunir condições de funcionamento regular, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, como forma de resguardar eventuais responsabilidades futuras.>
Embora tenha participação reduzida no mercado, o conglomerado detém 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, sendo enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, categoria destinada a instituições de menor porte. O Banco Pleno figura como líder do grupo.>
A autarquia informou que seguirá apurando os fatos dentro de sua competência legal. A depender das conclusões, podem ser adotadas sanções administrativas e comunicações a outros órgãos competentes.>
O Banco Pleno tem origem no antigo Banco Voiter, que foi negociado com o Banco Master em 2024. Posteriormente, o empresário Augusto Lima, conhecido como Guga e ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, deixou a sociedade e adquiriu a instituição. A operação recebeu aval do Banco Central em julho de 2025, quando o Voiter passou a operar sob a marca Banco Pleno.>