Publicado em 24 de junho de 2026 às 08:11
O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, virou o centro das atenções nesta terça-feira (23), após ser alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de gestão fraudulenta. A investigação atinge diretamente o coração do negócio da empresa, que tem nos empréstimos consignados a sua grande galinha dos ovos de ouro, modalidade que hoje já responde por 42% de tudo o que o banco empresta no mercado.>
Os dados internos mais recentes da instituição revelam uma estratégia agressiva para morder uma fatia cada vez maior do bolso de quem tem estabilidade financeira. O banco já possui 69 parcerias ativas com prefeituras, governos estaduais e órgãos do setor público, o que permite o desconto das parcelas direto na folha de pagamento dos servidores. O plano traçado pela diretoria era ousado: romper a barreira dos 100 convênios para conseguir fincar a bandeira da marca em todas as regiões do país.>
Atualmente, a carteira de clientes da instituição é bastante diversa, alcançando o interior e as capitais do Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, além de gerenciar créditos consignados de membros das Forças Armadas, como o Exército e a Aeronáutica. Para diversificar os ganhos, a empresa também aposta no setor privado através de cartões de benefícios e linhas de crédito específicas para trabalhadores celetistas.>
No entanto, o verdadeiro motor dessa engrenagem financeira está concentrado em solo paulista. A cidade de São Paulo, sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes, é o principal cliente da instituição, concentrando sozinha 60% de todas as operações de crédito consignado do banco. O segundo maior pilar é o governo do estado de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, que responde por outros 25% dos negócios, mostrando que a maior fatia do império financeiro do banco depende diretamente do funcionalismo público paulistano.>