Bichinho do arroz: saiba o perigo por traz do parasita conhecido como ‘gorgulho’

Base da alimentação do brasileiro esconde riscos quando exposta à umidade e ao calor.

Publicado em 10 de julho de 2026 às 09:22

Bichinho do arroz: saiba o perigo por traz do parasita conhecido como ‘gorgulho’
Bichinho do arroz: saiba o perigo por traz do parasita conhecido como ‘gorgulho’ Crédito: Reprodução

O arroz do dia a dia, companheiro inseparável do feijão na mesa dos brasileiros, exige mais atenção do que a maioria das pessoas imagina. Se guardado de forma incorreta, o grão pode se transformar em um verdadeiro banquete para parasitas, fungos e bactérias. Pesquisas recentes acendem o alerta de que deixar o alimento em temperatura ambiente por muito tempo cria o cenário perfeito para a proliferação de microrganismos nocivos, principalmente quando há contato com superfícies sujas, insetos ou umidade.

A grande ameaça atende pelo nome de Clostridium perfringens conhecido como "gorgulho". Essa bactéria adora alimentos que foram cozidos e não receberam a refrigeração adequada, multiplicando-se em uma velocidade impressionante. O maior perigo é que ela age de forma silenciosa: o arroz continua com o mesmo cheiro, a mesma cor e o sabor de sempre, mas o consumo do alimento contaminado pode resultar em quadros graves de desidratação, febre, cólicas na região do abdômen e forte diarreia.

Os problemas começam antes mesmo do fogão e vão além das bactérias. Nos pacotes de arroz cru, insetos como os gorgulhos costumam fazer seus ninhos e botar ovos. Para completar, a presença de bolor e fungos gera as chamadas micotoxinas, substâncias altamente tóxicas que atacam diretamente o funcionamento do intestino e do fígado. Quando o corpo consome essas toxinas em níveis baixos, os sinais costumam ser discretos, manifestando-se por meio de gases, sensação de estufamento após comer, desconforto na barriga e desregulação do intestino.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as intoxicações causadas por alimentos atingem cerca de 600 milhões de pessoas no planeta todos os anos. A boa notícia é que mudar alguns hábitos simples dentro de casa é suficiente para escapar dessa estatística e blindar a saúde da família. O primeiro passo é lavar os grãos muito bem e cozinhá-los em água fervente abundante. Na hora de guardar o arroz cru, use recipientes limpos, herméticos e em locais totalmente secos.

Para as sobras da refeição, a regra de ouro é colocar o arroz cozido na geladeira por, no máximo, 24 horas. Na hora de consumir novamente, faça o reaquecimento apenas uma vez e garanta que o alimento atinja uma temperatura bem alta. Se notar qualquer mancha escura, presença de bichinhos ou alteração no aroma, não arrisque e jogue o alimento fora imediatamente.