Bispo da Bahia critica família Bolsonaro após disputa entre senador e CNBB sobre “fake news” sobre Aparecida

Dom Vicente Ferreira, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, repudiou ataques à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil depois de Flávio Bolsonaro afirmar que a entidade teria ajudado a disseminar notícia falsa sobre a padroeira do país.

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 19:51

(A polêmica insere-se em um quadro de crescente tensão entre atores religiosos e políticos em ano eleitoral.)
(A polêmica insere-se em um quadro de crescente tensão entre atores religiosos e políticos em ano eleitoral.) Crédito: Reprodução - Instagram

O bispo Dom Vicente Ferreira, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), criticou publicamente a família Bolsonaro nesta segunda-feira (28), em manifestação que fez referência a conflitos entre o clã e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em seu posicionamento, o religioso não citou nomes, mas demonstrou contrariedade diante das acusações dirigidas à instituição e ao corpo episcopal.

A declaração de Dom Vicente ocorre após o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar, no domingo (27), que a CNBB teria ajudado a disseminar uma notícia falsa sobre a existência de um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Flávio classificou a informação como mentira e atribuiu responsabilidade à conferência de bispos pela circulação do conteúdo.

A CNBB, entidade que reúne os bispos católicos do país e atua como voz institucional da Igreja Católica brasileira, não se posicionou oficialmente sobre as acusações até a conclusão desta reportagem. Nossa Senhora Aparecida é reconhecida historicamente como padroeira do Brasil, símbolo de devoção popular e referência para milhões de fiéis no país.

A polêmica insere-se em um quadro de crescente tensão entre atores religiosos e políticos em ano eleitoral, quando declarações públicas de representantes religiosos e de candidatos costumam ganhar repercussão ampliada. Especialistas ouvidos por veículos de imprensa costumam apontar que esse tipo de conflito pode repercutir junto ao eleitorado religioso e influenciar o debate público sobre laicidade e papel das instituições religiosas.

Com informações do portal Poder 360