Bombeiro que matou estudante em briga de trânsito é solto pela Justiça

Marcos Paulo Fujarra de Oliveira recebeu liberdade provisória após audiência de custódia e terá de cumprir medidas cautelares.

Publicado em 1 de outubro de 2026 às 16:56

Bombeiro mata estudante de medicina em briga de trânsito 
Bombeiro mata estudante de medicina em briga de trânsito  Crédito: Reprodução/Internet

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi solto nesta quinta-feira (1), após passar por audiência de custódia em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ele havia sido preso em flagrante pela morte do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, baleado durante uma discussão de trânsito em Taubaté.

A Justiça concedeu liberdade provisória por entender que, neste momento, não havia elementos para manter o bombeiro preso preventivamente. A decisão não encerra a investigação e também não representa uma conclusão sobre a responsabilidade de Marcos pela morte do estudante.

Entre as medidas impostas estão a obrigação de comparecer à Justiça a cada dois meses para informar suas atividades, o recolhimento domiciliar durante as noites de fins de semana e dias de folga e a proibição de manter contato ou se aproximar a menos de 100 metros dos familiares de Bruno.

O bombeiro também não poderá deixar a comarca por mais de 15 dias sem comunicar previamente o Judiciário. A decisão determinou ainda a suspensão do porte de arma e o encaminhamento de um pedido à Polícia Militar para que ele seja transferido para funções administrativas enquanto o caso é investigado. O descumprimento das determinações pode resultar em nova análise sobre a prisão preventiva.

O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (30), na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté. Bruno estava em um Chevrolet Prisma, enquanto Marcos conduzia um Jeep Renegade.

De acordo com o boletim de ocorrência, os dois se envolveram em um desentendimento no trânsito. Durante a discussão, o bombeiro efetuou disparos contra o estudante.

Bruno foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como homicídio consumado, e a arma usada nos disparos foi apreendida para perícia.

Defesa alega legítima defesa

Em depoimento, Marcos afirmou que acreditava estar sendo alvo de uma tentativa de assalto. Segundo a versão apresentada por ele, o estudante teria segurado um objeto prateado que, naquele momento, foi confundido com uma arma de fogo.

A defesa sustenta que o bombeiro agiu em legítima defesa. Um canivete foi localizado no veículo de Bruno, segundo as informações do caso.

A dinâmica da discussão e o que aconteceu nos momentos que antecederam os disparos ainda são investigados pela Polícia Civil. Perícias, depoimentos e outros elementos devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.