Publicado em 21 de abril de 2026 às 10:54
Nesta terça-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo brasileiro considera expulsar agentes norte-americanos que atuam no país. A medida seria uma resposta direta à decisão dos Estados Unidos de exigir a saída do delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo, que atuava em solo americano. O diplomata brasileiro foi pivô do monitoramento que resultou na prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, em território estrangeiro.>
O impasse começou na segunda-feira (20), quando o governo dos Estados Unidos utilizou as redes sociais para acusar o funcionário brasileiro de tentar manipular o sistema de imigração para contornar pedidos de extradição. De acordo com fontes diplomáticas e informações apuradas pela CNN, o Palácio do Planalto e o Itamaraty foram pegos de surpresa pela postagem, já que não houve qualquer notificação formal detalhando as irregularidades supostamente cometidas pelo delegado.>
Atualmente, a cooperação policial entre as duas nações é regida por um memorando de entendimento renovado em 2025. O documento permite que agentes de ambos os países trabalhem de forma mútua em investigações e monitoramentos. Com a quebra desse fluxo por parte de Washington, o presidente Lula foi enfático ao declarar, durante viagem a Hannover, na Alemanha, que o Brasil não aceitará abusos contra seus policiais e agirá de forma equivalente.>
A tendência atual do governo brasileiro é aguardar esclarecimentos oficiais. No entanto, se as justificativas não forem apresentadas ou se mostrarem insuficientes, a expulsão de agentes dos EUA em serviço no Brasil é vista como o caminho mais provável. A diplomacia brasileira reforça que o princípio da reciprocidade serve para garantir que o país seja tratado com o mesmo rigor e respeito que dedica aos seus parceiros internacionais nas relações externas.>