Publicado em 2 de julho de 2026 às 16:31
Pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2016, caiu a proporção de crianças brasileiras de 10 a 13 anos que possuem celular. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).>
Segundo o levantamento, 55,2% das crianças dessa faixa etária tinham celular em 2025, uma queda de 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. Entre os principais fatores para a redução está o aumento da preocupação dos responsáveis com a privacidade e a segurança dos filhos.>
A pesquisa mostra que 32% dos pais ou responsáveis apontaram a segurança como principal motivo para não dar um celular às crianças, um aumento de 7,8 pontos percentuais em comparação com 2024. Em 2022, essa preocupação ocupava apenas a quarta posição entre as justificativas.>
O analista do IBGE, Gustavo Fontes, avalia que o resultado reflete uma atenção maior das famílias à exposição de crianças nas redes sociais e também pode estar relacionado à restrição do uso de celulares nas escolas, adotada em 2025.>
Outro dado apontado pela pesquisa é que o grupo de 10 a 13 anos foi o único a registrar queda no acesso à internet. O índice passou de 84,9% para 84,4%. Já entre as demais faixas etárias, tanto o uso de celulares quanto o acesso à internet continuaram crescendo.>
Na população em geral, 89,8% dos brasileiros possuem telefone celular e 90,5% utilizam a internet, segundo o levantamento. Entre os idosos, o acesso à tecnologia também avançou: 74,5% das pessoas com mais de 60 anos usam a internet e 80,3% já possuem celular.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>