Capitais registram manifestações neste Dia do Trabalhador

As mobilizações ocorreram de forma descentralizada, sem um grande ato unificado nacional.

Publicado em 1 de maio de 2026 às 17:51

(Neste 1º de maio, o país registrou inúmeros atos pelo Dia Internacional do Trabalhador)
(Neste 1º de maio, o país registrou inúmeros atos pelo Dia Internacional do Trabalhador) Crédito: Letycia Treitero - Agência Brasil

Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais realizam nesta sexta-feira (1º), atos pelo Dia Internacional do Trabalhador em diversas capitais e cidades brasileiras. A principal reivindicação é o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem corte salarial.

As mobilizações ocorreram de forma descentralizada, sem um grande ato unificado nacional. Em São Paulo, por exemplo, as centrais optaram por concentrações em praças do centro, como a Praça Franklin Roosevelt (Intersindical e CTB, a partir das 9h) e a Praça da República (CSP-Conlutas, a partir das 10h). A CUT concentrou esforços em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, com programação cultural e shows.

Em Belo Horizonte, os atos começaram com uma missa dos trabalhadores na Praça da Cemig (7h) e seguiram com concentração unificada na Praça Raul Soares (9h). Em Brasília, a manifestação ocorre no Eixão do Lazer, na altura da 106 Sul, a partir das 10h. Atos também foram registrados em Salvador (Farol da Barra e Jardim de Alah), Fortaleza, Maceió, Aracaju, Belém e outras capitais.

Além do fim da escala 6x1 — que permite seis dias de trabalho com apenas um de folga —, as pautas incluem a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à “pejotização”, a valorização do salário mínimo e a aprovação de projetos que reduzam a jornada semanal de 44 para 40 horas.

Em São Paulo, a Avenida Paulista recebeu um ato de grupos de extrema direita, após a Polícia Militar negar pedido de centrais sindicais para ocuparem o espaço. Políticos como Fernando Haddad, Marina Silva, Guilherme Boulos e Luiz Marinho participaram de eventos promovidos por diferentes centrais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu a nenhum ato presencial e optou por um pronunciamento em rede nacional, no qual deve anunciar medidas de combate ao endividamento das famílias.

As manifestações marcam o Dia do Trabalhador, data que remete à luta histórica pela jornada de 8 horas diárias no final do século XIX. Organizações como CUT, CTB, Força Sindical, Intersindical e UGT participam das atividades, que mesclam discursos políticos, shows e ações culturais.

A adesão variou entre as cidades, com parte dos trabalhadores aproveitando o feriado para descanso familiar.

Com informações do portal CNN