Carla Zambelli quer autorização do STF para retornar ao Brasil nas eleições e votar na mãe

Defesa da ex-deputada quer evitar uma possível prisão durante a permanência no país e cita participação nas eleições de 2026.

Publicado em 22 de setembro de 2026 às 14:36

Ex-deputada federal Carla Zambelli 
Ex-deputada federal Carla Zambelli  Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir o retorno dela ao Brasil durante as eleições de 2026. O pedido de habeas corpus preventivo foi apresentado nesta segunda-feira (21) e busca um salvo-conduto para que ela possa entrar no país, votar e depois retornar à Itália sem ser presa.

De acordo com os advogados, Zambelli pretende votar pessoalmente e acompanhar a candidatura da mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo pelo PL. A candidatura de Rita está deferida, e ela concorre com o número 2210.

A defesa afirma que há risco de prisão caso Zambelli entre em território brasileiro, devido às ordens judiciais relacionadas às condenações impostas pelo Supremo. Por isso, pede que a autorização, caso concedida, seja limitada ao período necessário para a permanência dela no país e o retorno à Itália.

Condenação e permanência na Itália

Em maio de 2025, Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. O processo envolve a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão também determinou a perda do mandato parlamentar.

Após o encerramento das possibilidades de recurso, em junho do mesmo ano, o Supremo determinou o início do cumprimento da pena e encaminhou ao Ministério da Justiça o pedido de extradição. Naquele momento, Zambelli já estava na Itália, para onde havia deixado o Brasil.

Em dezembro de 2025, a Primeira Turma confirmou a perda do mandato da ex-deputada.

Defesa também cita caso Banco Master

No pedido apresentado ao STF, os advogados de Zambelli também mencionam a PET 16.662/DF, relacionada às investigações do caso Banco Master. A defesa quer que a execução das condenações seja suspensa até que o processo seja analisado ou que o Supremo tome uma nova decisão sobre o assunto.

A ação ainda está em andamento. Em 15 de setembro, o Plenário do STF começou a analisar questões relacionadas ao processo e à possibilidade de reunião com a PET 16.704. A discussão foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Os advogados também citam decisões da Justiça italiana ligadas ao processo de extradição da ex-deputada e outros fatos que, segundo eles, devem ser considerados pelo Supremo.

Até o momento, o pedido de salvo-conduto ainda não foi analisado pelo STF.