Publicado em 28 de outubro de 2026 às 07:49
A quarta-feira (28) começou movimentada no Distrito Federal com novos desdobramentos de uma investigação de peso. Agentes da Polícia Federal bateram à porta da mansão do senador Flávio Bolsonaro, no Lago Sul, para cumprir mandados de busca e apreensão.>
A ordem, expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e chancelada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), tem como foco recolher aparelhos eletrônicos e papéis que ajudem a esclarecer um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.>
O ponto alto da operação, no entanto, é o fato de o endereço estar sem o seu principal morador. Enquanto a PF realizava as buscas na capital federal, o parlamentar já estava no ar rumo aos Estados Unidos, completando uma verdadeira saga de travessia internacional que durou mais de 24 horas e chamou a atenção das autoridades brasileiras e estrangeiras.>
Tudo começou no início da semana, quando Flávio confirmou que havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, ocasião em que declarou publicamente que não deixaria o país. Pouco depois da garantia, contudo, a movimentação ao redor do imóvel no DF mudou radicalmente: um comboio formado por quatro veículos escuros saiu da propriedade e se dividiu estrategicamente na região da Ponte JK, despistando os jornalistas e dando início a um roteiro repleto de mistério.>
A confirmação do trajeto veio após desencontros diplomáticos e declarações vindas de Washington. O governo argentino informou que o senador, sua esposa e filhas entraram no país vizinho por terra utilizando documentos válidos dispensados de passaporte devido aos acordos do Mercosul sem qualquer restrição legal no momento.>
Em seguida, a família embarcou em um avião privado para uma parada no Equador antes do destino final no solo norte-americano, onde figuras políticas internacionais e a Casa Branca já indicavam que o visto e a acolhida do parlamentar haviam sido viabilizados.>