CFM abre sindicância sobre atendimento a Bolsonaro após queda na prisão

O Conselho Federal de Medicina afirmou que recebeu denúncias formais que levantam dúvidas sobre a garantia de assistência médica adequada ao paciente.

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 15:13

O Conselho Federal de Medicina afirmou que recebeu denúncias formais que levantam dúvidas sobre a garantia de assistência médica adequada ao paciente.
O Conselho Federal de Medicina afirmou que recebeu denúncias formais que levantam dúvidas sobre a garantia de assistência médica adequada ao paciente. Crédito: Divulgação

O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou, nesta quarta-feira (7), que determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a abertura de uma sindicância para apurar como foi conduzido o atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro após ele cair e bater a cabeça na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena.

Em nota, o CFM afirmou que recebeu denúncias formais que levantam dúvidas sobre a garantia de assistência médica adequada ao paciente. Segundo a entidade, relatos públicos sobre intercorrências clínicas envolvendo Bolsonaro causam “extrema preocupação” à sociedade e reforçam a necessidade de apuração técnica sobre os procedimentos adotados.

O episódio ocorreu na manhã de terça-feira (7/1), poucos dias após Bolsonaro ter recebido alta hospitalar no fim do ano. Na ocasião, ele sofreu uma queda dentro da unidade da PF e bateu a cabeça. Inicialmente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou a ida do ex-presidente ao hospital, decisão que foi revista nesta quarta-feira, quando a autorização para o encaminhamento hospitalar foi concedida.

O CFM destacou que situações como crises agudas, traumas decorrentes de queda e o histórico clínico complexo do ex-presidente — que inclui cirurgias abdominais sucessivas, episódios de soluços intratáveis e outras comorbidades em um paciente idoso — exigem monitoramento médico contínuo e imediato, conforme protocolos clínicos.

A entidade também reforçou que a autonomia do médico responsável pelo atendimento deve ser soberana na definição das condutas médicas, sem qualquer tipo de interferência externa, ressaltando que as decisões do profissional de saúde possuem presunção de legitimidade técnica.

Com informações do Metrópoles