Publicado em 20 de outubro de 2026 às 18:29
A chuva de meteoros Orionídeas atinge sua máxima atividade nesta quarta-feira, 21 de outubro. Quem olhar para o céu escuro na segunda metade da madrugada pode ver riscos de luz rápidos, que parecem sair da constelação de Órion. Segundo a International Meteor Organization (IMO), o pico ocorrerá na noite de 21 de outubro e terá uma taxa de 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais e será visível em todo o Brasil>
De acordo com o astrônomo Dr. Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), essa chuva possui meteoros rápidos, brilhantes e que muitas vezes deixam trilhas luminosas no céu. Os meteoros podem chegar a 66 quilômetros por segundo, o que é considerado extremamente rápido.>
O nome da chuva de meteoros faz referência à constelação de Órion, onde está o radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem "nascer". O radiante das Orionídeas localiza-se perto da estrela Betelgeuse, no entanto, os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu. A constelação de Órion é uma das mais conhecidas porque contém as famosas Três Marias.>
"A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no norte e nordeste, onde ele sobe mais alto, destaca Marcelo De Cicco do projeto Exoss.>
Em 2026, a Lua estará em fase crescente , com 77% do disco iluminado. Ela se põe após a meia-noite, deixando um intervalo de céu escuro após este horário até o amanhecer, o que favorece a observação no final da madrugada.>
A visibilidade no Brasil será muito boa em todo o território, especialmente na segunda metade da madrugada (entre 1h40m e o amanhecer), quando a Lua já tiver se posto e o céu estiver totalmente escuro.>
Passagem do cometa Halley>
As Orionídeas resultam da passagem da Terra através dos detritos deixados pelo cometa Halley, que só visita a Terra a cada 75 a 76 anos. Ao entrar na atmosfera, esses fragmentos queimam e criam os traços luminosos que vemos no céu. O período de atividade deste fenômeno astronômico em 2026 vai de 2 de outubro a 7 de novembro, quando a Terra atravessa a parte mais densa e empoeirada desses detritos.>
A chuva de meteoros Orionídeas é a segunda chuva de meteoros criada pelo Cometa Halley. A Eta Aquariids, em maio, é a outra chuva criada por detritos deixados pelo cometa.>
Como observar as chuvas de meteoros?>
Você não precisa de nenhum equipamento especial nem de muita habilidade para observar uma chuva de meteoros. Para o Hemisfério Sul, a orientação é se colocar na direção voltada para o nordeste e olhar na direção nordeste/norte, mas mantendo o olhar ligeiramente deslocado (cerca de 30 a 45 ao redor de Órion) para ver rastros mais longos.>
Mas para tentar observar as chuvas é necessário estar em um local com baixa poluição luminosa.Recomenda-se que o observador procure um local escuro, se possível afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Além disso, deve-se apagar as luzes em volta e é imprescindível que o tempo esteja bom.>
O que são chuvas de meteoros?>
As chuvas de meteoros são fenômenos dos mais apreciados pelos amantes da Astronomia. Os meteoros são fenômenos luminosos atmosféricos devido a entrada de meteoroides em altíssima velocidade na atmosfera da Terra. Os meteoroides são fragmentos de cometas ou de asteroides que ficam à deriva no espaço.>
Conforme a rocha espacial cai em direção à Terra, a resistência do ar, atuando no meteoroide, ocasiona a ablação ("queima"), formando um "rastro" brilhante. Quando a Terra encontra muitos meteoroides ao mesmo tempo, temos uma chuva de meteoros. Esse fenômeno acontece quando nosso planeta passa pelas zonas de detritos deixadas pelos cometas( e às vezes por detritos de asteroides).>
Os meteoroides são geralmente pequenos, desde partículas de poeira até pedregulhos. Eles quase sempre são pequenos o suficiente para queimar rapidamente na atmosfera.>
Do ponto de vista científico, o estudo das chuvas de meteoros permite estimar a quantidade e período de maior penetração de detritos na Terra. A partir disso, as missões espaciais e centros de controle de satélites podem elaborar meios de proteção de suas naves e equipamentos. Outro ponto a considerar tem relação com o estudo da formação do Sistema Solar. Afinal, através da pesquisa das propriedades dos meteoros, é possível aferir as características dos cometas.>
Registro Fotográfico (DSLR / Mirrorless / Smartphone Pro)>
Devido à altíssima velocidade de entrada (V=66km/s), a velocidade angular dos meteoros é elevada. Recomenda-se lente grande angular (14mm a 24mm), abertura máxima (f/1.4 a f/2.8), ISO elevado (1600 a 3200) e exposições curtas a moderadas ( 10 s a 15 s ) para evitar que o brilho de fundo do céu sature o rápido traço do meteoro.>
Física do Bólido e Trilhas Persistentes>
A energia cinética específica de partículas a 66km/s provoca intensa ionização na alta mesosfera/termosfera (aproximadamente de 100 a 115km de altitude), gerando trilhas persistentes de gás ionizado e recombinação química que podem brilhar por vários segundos após a ablação, além de ocasionais bólidos esverdeados (emissão de magnésio/oxigênio).>
Agência Gov>