Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 21:00
As fortes chuvas que atingem o estado do Rio de Janeiro levaram a Marinha a acionar, pela primeira vez, a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida), do Corpo de Fuzileiros Navais. A operação foi mobilizada para apoiar municípios do Norte Fluminense afetados pelos temporais.>
Criada em dezembro de 2025, em parceria com o BNDES, a Frida atua em coordenação com a Defesa Civil para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos. No último sábado (7), a força foi empregada nos municípios de Cantagalo e Porciúncula, com ações de apoio humanitário, retirada de detritos, recomposição de vias e restabelecimento de acessos a comunidades isoladas.>
Em Porciúncula, a prefeitura informou que cerca de 1.090 moradores foram diretamente impactados pelo temporal. Além do apoio da Marinha, equipes municipais seguem atuando em ações emergenciais, enquanto o Governo do Estado enviou maquinário e avalia medidas de assistência às famílias atingidas.>
Cantagalo está em situação de emergência desde o dia 6, após danos registrados principalmente nos distritos de Euclidelândia e Boa Sorte. Uma das rotas afetadas é a RJ-152, que opera com desvio e tráfego liberado apenas para veículos leves.>
Segundo a Marinha, cerca de 120 militares chegaram à região seis horas e meia após o acionamento, com o emprego inicial de 24 viaturas especializadas, tratores, retroescavadeiras e drones para monitoramento aéreo. A tropa está alojada provisoriamente na Escola Municipal Elestar Caetano Mendes, em Euclidelândia.>
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), quase todo o estado do Rio permanece em área de perigo. A previsão até esta terça-feira (10) é de chuva intensa, com volumes entre 50 e 100 mm por dia, ventos de até 100 km/h e risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.>
A orientação é evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e manter atenção aos comunicados oficiais. Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).>