Publicado em 29 de outubro de 2026 às 16:05
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas, que investiga suspeitas de irregularidades na gestão de contratos administrativos e na liberação de pagamentos a servidores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam garrafas de vinho, relógios de luxo, veículos e pilhas de dinheiro em caixas contendo cédulas de reais e euros.>
A Justiça autorizou a execução de seis mandados de prisão preventiva. Entre os presos estão o presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo de Almeida, o procurador do tribunal Grhegory Paiva Pires e quatro servidores do órgão. Além das prisões, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento cautelar dos conselheiros Guilherme Maluf, Alisson Alencar e Valter Albano da Silva.>
Mobilizando mais de 180 policiais federais, a operação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão distribuídos nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As ordens do STJ englobaram ainda o afastamento de sigilos bancários e fiscais e o sequestro de bens dos investigados.>
Segundo as apurações da Polícia Federal, uma das linhas investigativas aponta que a suspensão arbitrária de contratos era utilizada como forma de pressionar fornecedores.>
Os investigadores também identificaram favorecimento na liberação de verbas públicas, inconsistências nos pagamentos a empresas contratadas, movimentações financeiras atípicas de servidores e saques recorrentes de valores em espécie. Os fatos apurados podem configurar crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.>
Em nota oficial, o vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Waldir Júlio Teis, declarou que a instituição adotará todas as medidas necessárias para dar cumprimento integral às decisões do STJ. O conselheiro reforçou o compromisso do tribunal com a continuidade dos trabalhos e a regularidade das atividades de controle externo.>
Como medida imediata de organização processual, o órgão determinou a suspensão do expediente e dos prazos processuais nesta quinta-feira, além do adiamento da sessão plenária que estava prevista para a próxima terça-feira (3/11).>