Publicado em 29 de maio de 2026 às 23:31
A Comissão Especial responsável por reexaminar as circunstâncias da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek aprovou um relatório que conclui que ele foi vítima de um assassinato político durante a ditadura militar.>
O documento aponta uma série de irregularidades nas investigações realizadas à época, incluindo supostas fraudes na apuração, manipulação de provas e testemunhas, além de inconsistências nos laudos periciais produzidos após o acidente ocorrido em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra.>
Segundo o relatório, há indícios de que militares atuaram no local da ocorrência de forma incompatível com os procedimentos adotados em acidentes de trânsito, o que reforçaria a hipótese de um atentado planejado para eliminar o ex-presidente.>
A comissão sustenta que elementos ignorados ou omitidos durante décadas comprometem a versão oficial de que a morte de JK teria sido resultado de uma colisão entre veículos. Os integrantes do grupo defendem que novas evidências e análises permitem reavaliar o caso sob a perspectiva de perseguição política praticada pelo regime militar.>
A morte de Juscelino Kubitschek, que governou o Brasil entre 1956 e 1961 e foi responsável pela construção de Brasília, sempre esteve cercada de controvérsias. Ao longo dos anos, diferentes investigações apresentaram conclusões divergentes sobre as causas do acidente.>
Com a aprovação do relatório, a comissão reforça a tese de que JK foi vítima de uma ação deliberada do regime militar, embora o tema continue sendo objeto de debate entre historiadores, pesquisadores e órgãos oficiais.>
Com informações do portal g1>