Propaganda com montagem de Bolsonaro provoca confusão na fronteira entre Brasil e Paraguai

Empresas afirmam que painéis eletrônicos foram alvo de ataque hacker; moradores revoltados destruíram um dos telões após exibição de conteúdo com provocações políticas e futebolísticas.

Publicado em 29 de maio de 2026 às 20:17

(O conteúdo, exibido por cerca de uma hora em pelo menos três painéis eletrônicos, mostrava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em cenas de provocação política e esportiva envolvendo o Paraguai.)
(O conteúdo, exibido por cerca de uma hora em pelo menos três painéis eletrônicos, mostrava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em cenas de provocação política e esportiva envolvendo o Paraguai.) Crédito: Redes Sociais/Instagram 

Uma montagem exibida em telões publicitários de Cidade do Leste, na fronteira do Paraguai com o Brasil, provocou revolta e confusão nesta sexta-feira (29). O conteúdo, exibido por cerca de uma hora em pelo menos três painéis eletrônicos, mostrava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em cenas de provocação política e esportiva envolvendo o Paraguai.

Entre as imagens exibidas, uma mostrava Bolsonaro agredindo o jogador paraguaio Gustavo Gómez, defensor do Palmeiras e nome frequentemente convocado para a seleção de seu país. Outra mensagem afirmava que o “Brasil mandou e desmandou no campo e na política”, acompanhada da frase provocativa “o Hexa é nosso”.

As empresas responsáveis pelos espaços publicitários, Fast Print e Publimix, informaram que os sistemas foram invadidos por hackers. Segundo as companhias, a exibição do material não foi autorizada e as equipes técnicas trabalharam para retirar o conteúdo do ar assim que identificaram o problema.

A repercussão foi imediata. Indignados com as mensagens, moradores da cidade reagiram e destruíram um dos telões que exibiam a montagem. Até o momento, não há informações sobre os responsáveis pela invasão dos sistemas nem sobre a origem do material divulgado.

O caso deve ser investigado pelas autoridades paraguaias, que buscam identificar os autores do ataque cibernético e apurar os danos causados às empresas e ao patrimônio público e privado da região.