Publicado em 22 de abril de 2026 às 17:02
Nesta segunda-feira (20), a companheira do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Patrícia Kundrát, manifestou concordância com o processo de interdição e com a nomeação do filho, Paulo Henrique Cardoso, como responsável pela curatela, em ação que tramita na Justiça de São Paulo.>
O pedido foi apresentado pelos filhos do ex-presidente, com base no agravamento do quadro de Alzheimer, comprovado por laudos médicos anexados ao processo. A interdição já havia sido aceita no último dia 15, mas havia um prazo de 15 dias para que Patrícia fosse ouvida.>
De acordo com os documentos, FHC foi considerado incapaz de praticar atos da vida civil. O processo também destaca que os filhos já são responsáveis pelos cuidados do ex-presidente, com base em relatos de pessoas próximas à família.>
Na decisão, a Justiça apontou a relação de confiança como fator para a escolha de Paulo Henrique como curador, já que ele já atuava como procurador do pai. A medida é provisória e vale, neste momento, para atos ligados à gestão patrimonial, até a realização de perícia médica prevista em lei.>
Segundo os autos, o avanço da doença também pode comprometer a validade de procurações anteriormente concedidas pelo ex-presidente aos filhos, o que motivou o pedido judicial.>
Fernando Henrique Cardoso governou o país entre 1995 e 2002 e, após deixar o cargo, continuou atuando no debate público, especialmente ligado ao Partido da Social Democracia Brasileira. Em 2022, fez uma de suas últimas aparições públicas ao declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial.>