Veja quem pode se beneficiar com a lesão de Estêvão na Seleção Brasileira

Estamos a menos de um mês da convocação final para o Mundial de 2026

Publicado em 22 de abril de 2026 às 17:52

Lesão pode tirar Estêvão da próxima convocação da Seleção Brasileira
Lesão pode tirar Estêvão da próxima convocação da Seleção Brasileira Crédito: Reprodução/Redes sociais

A possível ausência de Estêvão na Copa do Mundo muda mais do que apenas uma peça no ataque da Seleção Brasileira, altera a dinâmica ofensiva de um time que vinha se moldando ao redor do seu talento. Desde a chegada de Carlo Ancelotti, o jovem se consolidou como protagonista: cinco gols em sete jogos, desempenho que o colocou como principal referência ofensiva do ciclo recente. Sua lesão muscular, sofrida em jogo do Chelsea, chega no pior timing possível, às vésperas da convocação final.

Estêvão não é só um nome, é um conceito dentro do time. Um jogador que acelera o jogo, cria caos e decide. Sem ele, o Brasil perde imprevisibilidade e precisa encontrar outras formas de gerar vantagem. E isso, em Copa do Mundo, costuma fazer toda a diferença.

Mudanças

O nome mais afetado diretamente é Raphinha. Com Estêvão, ele vinha sendo testado por dentro ou até pela esquerda. Sem o jovem, a tendência é que volte a ser fixado aberto pela direita, função mais previsível e menos versátil para o sistema.

Luiz Henrique surge como substituto mais natural. Atua no mesmo corredor, tem bom 1x1 e já foi testado recentemente. Não tem o mesmo teto criativo, mas oferece consistência. Endrick é um dos maiores beneficiados indiretos. Mesmo sendo outro perfil (mais finalizador), cresce na disputa por vaga entre os atacantes. Sua boa atuação recente pesa.

Igor Thiago entra como alternativa de centroavante em alta forma, o que pode fazer a comissão técnica repensar o equilíbrio entre pontas e jogadores de área. Rayan corre por fora, mas tem um trunfo: joga pelo lado direito, exatamente o espaço deixado por Estêvão.

A ausência do jovem pode mudar até a montagem do elenco. A comissão avalia reduzir o número de atacantes e abrir espaço para mais meias, o que coloca Lucas Paquetá em uma posição interessante.

Já Neymar segue em um cenário independente: sua convocação depende muito mais da condição física e desempenho do que da vaga aberta.