Comparsa de empresário do Pará condenado por bomba em aeroporto pede revogação de prisão

Recursos apresentados ao STF por Wellington Macedo serão analisados pela Primeira Turma em julgamento virtual ainda em fevereiro.

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 15:08

Comparsa de empresário do Pará condenado por bomba em aeroporto pede revogação de prisão
Comparsa de empresário do Pará condenado por bomba em aeroporto pede revogação de prisão Crédito: LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL

O Supremo Tribunal Federal deve voltar a analisar, ainda neste mês, o caso envolvendo a tentativa de explosão registrada no Aeroporto Internacional de Brasília, às vésperas do Natal de 2022. O ministro Alexandre de Moraes decidiu submeter à Primeira Turma da Corte os recursos apresentados pela defesa de Wellington Macedo de Souza, um dos envolvidos no episódio.

A análise ocorrerá em plenário virtual, com votação prevista entre os dias 20 e 27 de fevereiro. Nos pedidos, os advogados buscam a revogação da prisão cautelar, solicitando que o acusado aguarde o desfecho do processo em liberdade.

Além disso, a defesa sustenta que não haveria necessidade de uma nova ação penal no STF. O argumento central é que os réus já foram julgados e condenados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o que, segundo os advogados, tornaria inadequada a reabertura do caso na Suprema Corte.

Wellington Macedo responde ao processo ao lado do empresário George Washington de Oliveira Sousa e de Alan Diego dos Santos Rodrigues. O trio foi responsabilizado inicialmente pelo atentado frustrado e já cumpria pena em regime aberto quando parte do processo, relacionada a crimes considerados contra a ordem democrática, foi remetida ao STF.

Entre as acusações que passaram a ser analisadas pela Corte estão associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

A defesa de Wellington sustenta que ele teria sido utilizado apenas como transportador do material explosivo e questiona a gravidade do artefato apreendido. Segundo os advogados, a ausência de um detonador tornaria a dinamite incapaz de provocar explosão, o que afastaria, na visão da defesa, o enquadramento nos crimes que hoje são discutidos no Supremo.

Provocada a se manifestar, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão. Para o órgão, o recebimento da denúncia pela Primeira Turma reforça a legalidade da custódia cautelar e demonstra que a medida segue necessária diante da gravidade dos fatos.

A PGR ainda não apresentou posicionamento definitivo sobre todos os pedidos formulados pela defesa, o que deve ocorrer ao longo do julgamento virtual.

O resultado da análise pode definir se Wellington Macedo permanecerá preso enquanto o processo segue no STF ou se poderá responder às acusações em liberdade.