Publicado em 19 de outubro de 2026 às 15:39
A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que o programa Bolsa Família terá um período de transição de dois anos em um eventual governo do candidato. Pela proposta, o beneficiário que conseguir um emprego formal ou abrir o próprio negócio continuará recebendo o benefício por até 24 meses, sendo desligado do programa social somente após completar dois anos empregado ou com empresa ativa.>
Em entrevista à rádio CBN Bahia, a coordenadora explicou que a medida prevê o retorno automático ao programa caso a ocupação ou o empreendimento não dê certo. Segundo Daniella Marques, o objetivo é evitar que os cidadãos receiem aceitar oportunidades de trabalho e percam a proteção social, garantindo que o auxílio funcione como um ponto de partida para a autonomia financeira.>
Para apoiar a saída progressiva dos beneficiários do programa, a equipe de campanha planeja a criação do Ministério da Prosperidade em uma eventual gestão do PL. A nova pasta será encarregada de articular a concessão de crédito para novos negócios, disponibilizar capacitação profissional e firmar parcerias com a iniciativa privada para a oferta de cursos livres.>
De acordo com a coordenação da campanha, as redes de proteção social serão mantidas, mas o foco principal estará em oferecer condições para que a população de baixa renda alcance independência econômica.>
Atualmente, o Bolsa Família já conta com uma regra de proteção: famílias que elevam a renda por pessoa acima de R$ 218, até o limite de R$ 706 — podem continuar recebendo 50% do valor do benefício por um período de até 18 meses.>
O programa social, relançado pelo governo federal em março de 2023, teve os benefícios reajustados recentemente em 15,04%, elevando o piso do benefício para R$ 691 por família.>