Publicado em 18 de março de 2026 às 16:12
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ocorrido em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, São Paulo. A denúncia também inclui acusação de fraude processual por tentativa de simular suicídio da vítima. O oficial foi preso pela Corregedoria da PM em São José dos Campos nesta quarta-feira (18).>
Comportamento abusivo>
Mensagens extraídas do celular do tenente-coronel revelam um padrão de controle, humilhação e autoritarismo. Ele se descrevia como “macho alfa” e esperava que a esposa fosse “submissa e carinhosa”. Segundo o MPSP, esses diálogos mostram comportamento “machista, agressivo, possessivo e manipulador”, incompatível com a versão pública apresentada após a morte de Gisele.>
O relacionamento, inicialmente harmonioso, evoluiu para abusos psicológicos, físicos e morais, além de controle financeiro e isolamento social. Gisele chegou a manifestar desejo de se separar, mas isso teria sido o estopim para o crime.>
Circunstâncias do crime>
A promotoria afirma que o disparo que matou Gisele foi resultado de uma discussão sobre a separação. Após o crime, o oficial teria manipulado a cena para simular suicídio, alterando o ambiente e atrasando o acionamento de socorro.>
Pedido de prisão e julgamento>
O MPSP solicitou a prisão preventiva do oficial, destacando o risco de ele intimidar testemunhas ou manipular provas. Em caso de condenação, a Promotoria pede indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima. O caso será julgado pelo Tribunal do Júri.>
Padrão de conduta>
A investigação aponta que o comportamento abusivo do oficial não era isolado, mas parte de um padrão de autoritarismo e sentimento de posse, incluindo possíveis abusos em contextos profissionais.>