Crianças desaparecidas no Maranhão devem entrar em alerta da Interpol

Polícia Federal colheu amostra de sangue da mãe após resgate de 163 crianças em operação contra o tráfico humano nos EUA

Publicado em 9 de setembro de 2026 às 16:13

Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Crédito: Reprodução/Site JusBrasil

A mãe de duas crianças desaparecidas há mais de oito meses no município de Bacabal, no Maranhão, solicitou à Polícia Federal (PF) a inclusão dos filhos na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O pedido foi apresentado nesta quarta-feira (9) por Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. A Difusão Amarela é o mecanismo oficial da polícia internacional, composta por 196 países membros, destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas.

A Polícia Federal esclareceu que a solicitação passará por uma análise interna antes de um eventual encaminhamento e que cabe à própria Interpol avaliar as informações fornecidas para decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta global. Os dois irmãos foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, quando foram brincar em uma área de mata. Até o momento, não foram divulgados suspeitos de envolvimento no desaparecimento dos menores.

A busca pelo suporte internacional intensificou-se após a mãe informar que foi contatada pela Interpol para verificar se os filhos estariam entre as 163 crianças resgatadas durante uma operação contra o tráfico de pessoas realizada no final de agosto na Flórida, nos Estados Unidos. Na quarta-feira (9), a Superintendência da PF em São Luís realizou a coleta de sangue de Clarice Cardoso para exames comparativos com os dados dos menores encontrados em território americano. Contudo, a Polícia Federal e as autoridades dos EUA ressaltam que a identidade das crianças maranhenses no grupo resgatado ainda não foi confirmada.

Com informações da Agência Brasil.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.