Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 09:49
A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, no Distrito Federal abriu nova disputa de versões entre acusação e defesa. O garoto não resistiu aos ferimentos sofridos durante uma briga ocorrida em 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF), e teve a morte encefálica confirmada no último sábado (07), conforme comunicado do Hospital Brasília Águas Claras, onde estava internado.>
Rodrigo permaneceu hospitalizado em estado grave desde a noite da agressão. De acordo com relatos, ele chegou à unidade vomitando sangue e precisou ser intubado. O quadro clínico evoluiu até a confirmação do óbito dias depois.>
A família do adolescente sustenta que a causa da morte foi um soco aplicado por Pedro Turra, de 19 anos, durante a confusão. Em manifestação pública, o advogado Albert Halex afirmou que teve acesso ao prontuário médico e as informações preliminares indicam que as lesões se concentram no lado esquerdo do crânio, justamente onde teria ocorrido o impacto do golpe. Segundo ele, não há registro de ferimentos no lado direito da cabeça, o que afastaria a hipótese de que o óbito tenha relação com eventual batida em um veículo mencionada anteriormente.>
Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que os dois jovens trocam agressões. Em determinado trecho, Pedro atinge Rodrigo com um soco; na sequência, o adolescente cai e bate a cabeça em um carro estacionado. Após o impacto, ele aparenta perder as forças e é amparado por colegas que intervêm para encerrar a briga.>
As investigações apontam que o desentendimento começou após uma provocação. Conforme apurado, Pedro teria arremessado um chiclete mascado em um amigo da vítima. Diante da reação do grupo, a discussão evoluiu rapidamente para agressões físicas.>
O caso ganhou novos contornos após o Ministério Público do Distrito Federal solicitar uma nova ordem de prisão contra o investigado. Em coletiva, o delegado Pablo Aguiar apresentou detalhes da apuração e mencionou que o suspeito já teria se envolvido em outros episódios violentos, incluindo a suposta agressão contra uma adolescente com uso de taser. Em declaração pública, classificou o comportamento do jovem como sociopata e demonstrou emoção ao comentar a gravidade do episódio.>
A defesa de Pedro Turra reagiu às falas da autoridade policial. O advogado Enio Barros afirmou que não cabe ao delegado fazer avaliações psicológicas do investigado e sugeriu que as declarações podem configurar abuso de autoridade.>
Enquanto o inquérito avança, a morte de Rodrigo Castanheira amplia a discussão sobre responsabilidade penal, limites da atuação policial e as consequências de conflitos que começam com provocações e terminam em tragédia.>