Publicado em 4 de julho de 2026 às 19:13
A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro corre contra o tempo para cumprir uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados confirmaram que farão a devolução voluntária de oito armas de fogo que constam no nome do político na próxima segunda feira (6). O armamento será encaminhado diretamente para a sede da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A ação cumpre a ordem expressa do ministro Alexandre de Moraes, que estipulou um prazo rigoroso de 48 horas para que o arsenal vinculado ao ex-mandatário fosse confiscado pelas autoridades.>
A decisão do ministro de desarmar o ex-presidente ocorreu após a suspensão definitiva do seu porte de arma e também do seu Certificado de Registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). Essa medida ganhou força no tribunal após uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu formalmente que a atual situação jurídica de Bolsonaro não cumpre mais as exigências estipuladas pela legislação brasileira para que ele continue autorizado a manter esse tipo de armamento guardado.>
O estopim para a intervenção do STF aconteceu em 15 de junho, quando uma vistoria apreendeu uma pistola Glock calibre 9 milímetros dentro de um automóvel oficial. O carro era conduzido por um militar da ativa responsável pela segurança particular de Bolsonaro. Na ocasião, o motorista justificou aos policiais que a pistola pertencia ao ex-presidente e que o item havia sido retirado da coleção para passar por uma manutenção técnica, versão que foi confirmada pelo próprio político dias depois.>
O arsenal de Bolsonaro, que atualmente está guardado e protegido sob a custódia da Polícia do Exército, contava originalmente com dez modelos diferentes de grande poder de impacto. A lista de patrimônio inclui pistolas de marcas famosas como Taurus, Glock, Arex e SIG Sauer, além de armas longas, como espingardas de calibre 12 e fuzis das fabricantes Springfield Armory e Caracal.>
A defesa fez questão de esclarecer que entregará apenas oito dos dez itens listados pelo ministro no documento judicial. Isso ocorre porque duas peças específicas uma pistola e um fuzil da marca Caracal já tinham sido retiradas da posse de Bolsonaro anteriormente e entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU) por conta de uma outra investigação que corre em paralelo na justiça.>