Publicado em 4 de julho de 2026 às 19:28
Um idoso de 87 anos, diagnosticado com doença de Alzheimer e cardiopatia, aguarda há quase 24 horas por transferência hospitalar. A família denuncia a demora na disponibilização de um leito adequado, enquanto cresce a preocupação com a suspeita de doença de Chagas. Ismael Batista foi atendido inicialmente no Hospital Municipal de Mosqueiro após apresentar quadro de desidratação severa e sinais de infecção intestinal. Segundo familiares, o idoso passou mal após consumir açaí e teve rápida piora do estado de saúde.>
De acordo com informações repassadas pela família, Ismael precisou ser intubado com urgência devido à gravidade do quadro clínico. Apesar dos esforços da equipe médica local, o hospital não dispõe da estrutura necessária para realizar exames especializados que possam confirmar ou descartar a suspeita de doença de Chagas aguda por transmissão oral, uma das hipóteses consideradas diante dos sintomas e do histórico recente de consumo de açaí.>
A família afirma que o pedido de transferência foi inserido na Central de Regulação de Leitos ainda na quinta-feira (2), mas até o momento não houve definição sobre a disponibilização de vaga em unidade hospitalar com suporte de maior complexidade.>
“Ele é um paciente idoso, cardiopata, com Alzheimer, está intubado e precisa de atendimento especializado. Estamos desesperados porque o tempo está passando e não recebemos nenhuma resposta concreta sobre a transferência”, relatou um familiar.>
A situação evidencia a dificuldade de acesso a leitos hospitalares e levanta preocupações sobre a capacidade de resposta da rede pública de saúde em casos de urgência e alta complexidade em distritos mais afastados da capital paraense. Mosqueiro está localizado a cerca de 70 quilômetros do centro de Belém e possui limitações estruturais para atendimento de pacientes críticos.>
Até o fechamento desta reportagem, familiares informavam que não haviam recebido confirmação de leito por parte da Central Estadual de Regulação nem da rede municipal de saúde.>
O Portal Roma News já entrou em contato com a Sespa para esclarecimentos sobre o ocorrido, mas até o fechamento desta reportagem não teve retorno.>