Publicado em 30 de março de 2026 às 23:07
Conteúdo Estadão - A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (30), que só tomou conhecimento da declaração de Eduardo Bolsonaro sobre um suposto vídeo gravado para o ex-presidente após ser intimada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.>
Segundo Eduardo, o material seria mostrado ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde sexta-feira (27), e está impedido de acessar celulares e redes sociais.>
No sábado (28), Eduardo gravou com o celular sua declaração durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos, e disse que o vídeo era para mostrar para o ex-presidente.>
"Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado", disse Eduardo no evento.>
"Inicialmente, esclarece-se que o conhecimento do fato mencionado somente ocorreu por ocasião da intimação do despacho, não havendo ciência prévia da gravação realizada por terceiro durante evento ocorrido no exterior, tampouco de sua posterior divulgação em rede social", diz a defesa de Jair Bolsonaro.>
"Cumpre esclarecer, ainda nesse sentido, que o conteúdo ao qual a postagem mencionada faz referência corresponde à manifestação verbal de terceiro, realizada durante evento ocorrido no exterior, sem qualquer participação" de Bolsonaro, atestam os advogados do ex-presidente.>
"À vista desse contexto, não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com Jair Bolsonaro, tampouco gravação reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária", conclui a manifestação.>
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde a última sexta-feira (27), após passar duas semanas internado em um hospital particular em Brasília para tratar um quadro de broncopneumonia. Ao converter a prisão para o regime domiciliar, Moraes determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar celular e redes sociais.>
No pedido de esclarecimentos à defesa, Moraes relembra que "o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário".>