Defesa de Jairinho abandona plenário, julgamento é adiado e Monique é solta

Logo no início da sessão, os advogados pediram o adiamento alegando falta de acesso a todas as provas

Publicado em 23 de março de 2026 às 16:39

Logo no início da sessão, os advogados pediram o adiamento alegando falta de acesso a todas as provas
Logo no início da sessão, os advogados pediram o adiamento alegando falta de acesso a todas as provas Crédito: Reprodução/Tv Globo

O julgamento do caso Henry Borel foi adiado para o dia 25 de maio após uma manobra da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho. Logo no início da sessão, os advogados pediram o adiamento alegando falta de acesso a todas as provas. O pedido foi negado pela juíza Elizabeth Machado Louro, mas a defesa decidiu abandonar o plenário.

Com o adiamento, a mãe do menino, Monique Medeiros, teve a prisão relaxada e vai responder em liberdade. Jairinho, por outro lado, segue preso.

Henry morreu há cinco anos, com sinais de agressão, em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Jairinho, que era vereador na época, e Monique foram presos em abril de 2021, um mês após a morte do menino.

Monique chegou a ser solta em 2022, mas voltou à prisão em 2023 por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Após o encerramento da sessão, o pai de Henry, Leniel Borel, desabafou: “Assassinaram meu filho pela segunda vez”.

Sessão marcada por tensão

O júri havia sido iniciado na manhã desta segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça do Rio. A juíza chegou a sortear o Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, e iniciou a leitura da denúncia.

Durante essa etapa, a defesa de Jairinho insistiu no pedido de adiamento por suposta falta de acesso às provas. Mesmo com a negativa da magistrada, os advogados deixaram o plenário, o que levou à suspensão e ao reagendamento do julgamento.

Com informações do G1