Defesa de Vorcaro volta ao STF e pede revogação da prisão preventiva

Advogados alegam que a prisão não passou pela revisão prevista em lei e propõem liberdade com tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

Publicado em 4 de novembro de 2026 às 19:52

Imagem de Vorcaro prestando depoimento viralizou na internet -
Imagem de Vorcaro prestando depoimento viralizou na internet - Crédito: Reprodução.

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master, voltou a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a revogação da prisão preventiva. Na tarde de terça-feira (3), os advogados se reuniram com um juiz auxiliar do gabinete do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e apresentaram novos argumentos para tentar garantir a liberdade do empresário.

Um dos principais questionamentos é a falta de reavaliação da prisão a cada 90 dias, procedimento previsto na legislação. Vorcaro está preso desde 4 de março de 2026 e, segundo a defesa, ainda não houve denúncia formal do Ministério Público. Os advogados também contestam a atuação do STF no caso, sob o argumento de que o empresário não possui foro por prerrogativa de função e que não há um juiz de garantias.

O ex-banqueiro foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de fraudes em operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Ele nega irregularidades e afirmou em depoimento que o banco público não teve prejuízo com as transações. A investigação da PF, por outro lado, aponta possíveis fraudes que podem chegar a R$ 40 bilhões.

Além da atuação no Supremo, a defesa encaminhou um pedido à Corte Interamericana de Direitos Humanos. No documento, os advogados alegam violação de direitos do empresário e mencionam, entre outros pontos, o suposto vazamento de informações extraídas do celular de Vorcaro.

Como alternativa à prisão, os advogados propõem o uso de tornozeleira eletrônica, monitoramento e apresentação semanal à Justiça. Vorcaro está detido na Papudinha, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele já havia sido preso no fim de 2025, mas foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Propostas de delação premiada apresentadas por sua defesa foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.