Ex-pm é condenado a 25 anos de prisão pelo feminicídio da estudante Bruna Meireles, em Belém

Wladson Luan Monteiro Borges também perdeu o cargo público na Polícia Militar. Defesa alegou que o disparo foi acidental, mas a acusação sustentou a tese de feminicídio. Condenado não poderá recorrer em liberdade.

Publicado em 4 de novembro de 2026 às 19:56

(Bruna foi morta em março de 2025. O caso ganhou repercussão pela circunstância envolvendo o acusado, que era policial militar.)
(Bruna foi morta em março de 2025. O caso ganhou repercussão pela circunstância envolvendo o acusado, que era policial militar.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça condenou Wladson Luan Monteiro Borges a 25 anos de prisão pelo feminicídio da estudante de Nutrição Bruna Meireles, de 32 anos. O julgamento foi realizado em Belém, nesta quarta-feira (4), e terminou com a determinação de perda do cargo público que o réu ocupava na Polícia Militar.

Além da pena de prisão, o juiz responsável pelo caso determinou que o condenado não poderá recorrer em liberdade, permanecendo preso enquanto aguarda os desdobramentos judiciais.

Bruna foi morta em março de 2025. O caso ganhou repercussão pela circunstância envolvendo o acusado, que era policial militar. Durante o processo, a defesa sustentou que o disparo que atingiu a estudante teria sido acidental. Já a acusação apresentou a tese de feminicídio, apontando a responsabilidade criminal do réu pela morte da jovem.

A condenação estabelece não apenas a pena de 25 anos de reclusão, mas também a perda do vínculo funcional com a Polícia Militar, conforme determinado na sentença.

Com a decisão, o caso chega a um importante desfecho na primeira instância da Justiça. A defesa ainda poderá utilizar os instrumentos legais de recurso, mas a apresentação de uma eventual contestação não garante ao condenado o direito de responder ao processo em liberdade.