Deolane Bezerra é denunciada pelo Ministério Público de SP por suposta ligação com o PCC

Denúncia apresentada pelo Gaeco aponta movimentação de recursos supostamente ligados à facção criminosa; Justiça também negou pedido de transferência para Sala de Estado-Maior e prisão domiciliar.

Publicado em 10 de junho de 2026 às 19:01

(Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista.)
(Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de São Paulo apresentou à Justiça, nesta quarta-feira (10), denúncia contra a influenciadora e advogada Deolane Bezerra no âmbito de uma investigação que apura suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A denúncia foi formalizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente e integra os desdobramentos da Operação Vérnix. O documento é assinado pelo promotor Lincoln Gakiya e outros seis integrantes do Ministério Público.

Segundo a acusação, familiares e pessoas de confiança de líderes da facção seriam responsáveis por receber e distribuir valores obtidos de forma ilícita por meio de uma empresa de transportes. De acordo com o Ministério Público, parte desses recursos teria sido destinada a Deolane Bezerra, além de outras pessoas investigadas no caso.

Os promotores afirmam que relatórios de inteligência financeira, além de quebras de sigilos bancário e fiscal, indicariam a ocultação da origem dos recursos e sua posterior reinserção na economia formal, com aparência de legalidade.

Além de Deolane, também foram denunciados Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outros investigados apontados pelo Ministério Público como integrantes ou colaboradores do esquema.

Justiça nega pedido de transferência

A defesa da influenciadora havia solicitado sua transferência para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. O pedido foi rejeitado pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, responsável pelo caso.

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista. O Ministério Público sustentou que a unidade oferece condições adequadas para a custódia da investigada e argumentou que a existência de filha menor de 12 anos, por si só, não justifica a concessão da prisão domiciliar diante da gravidade dos fatos investigados.

A defesa alegou que a influenciadora, por ser advogada regularmente inscrita na OAB, teria direito a permanecer em uma Sala de Estado-Maior. Também apontou supostas irregularidades nas condições da unidade prisional, incluindo problemas de ventilação, alimentação, higiene e restrições ao contato com advogados.

Com a denúncia apresentada, caberá agora à Justiça decidir se recebe formalmente a acusação e transforma os investigados em réus no processo.

Com informações do portal g1