Desaparecimento de irmãos no interior do Maranhão completa 42 dias e mobiliza força-tarefa

Sem vestígios concretos, buscas por Ágatha Isabelle e Allan Michael seguem com apoio de bombeiros, polícia e Exército em Bacabal.

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 09:23

Desaparecimento de irmãos no interior do Maranhão completa 42 dias e mobiliza força-tarefa
Desaparecimento de irmãos no interior do Maranhão completa 42 dias e mobiliza força-tarefa Crédito: Reprodução/Redes sociais

Mais de um mês após o desaparecimento de duas crianças em Bacabal, no interior do Maranhao, as buscas continuam sem uma resposta definitiva para a família. Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, sumiram há 42 dias e, desde então, uma operação conjunta tenta esclarecer o que aconteceu.

As ações são coordenadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhao, com apoio da Policia Civil do Maranhao e do Exercito Brasileiro. Mesmo após semanas de trabalho intenso, não há indícios conclusivos sobre o paradeiro dos irmãos.

Nos últimos dias, as equipes passaram a revisitar pontos anteriormente mapeados. A estratégia busca identificar qualquer detalhe que possa ter passado despercebido nas primeiras varreduras. Diariamente, agentes entram em áreas de mata fechada, enfrentando terrenos de difícil acesso na tentativa de encontrar vestígios, como peças de roupa ou objetos pessoais.

Cães farejadores indicaram trajetos que levaram tanto à margem de um rio quanto a uma cabana abandonada conhecida na região como “casa caída”, situada a cerca de 3,5 quilômetros, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos. Apesar das indicações, nenhum sinal concreto das crianças foi localizado nesses pontos.

Em trechos de acesso mais complexo, helicópteros e drones são utilizados para ampliar o alcance das buscas e garantir uma cobertura aérea das áreas investigadas.

O que se sabe até agora

Ágatha e Allan estavam acompanhados do primo Anderson Kauan, de 8 anos, quando foram vistos pela última vez na comunidade onde moram. Três dias depois, o menino foi encontrado por trabalhadores rurais em uma estrada de terra, a quase quatro quilômetros da residência da família. Os dois irmãos já não estavam com ele.

Desde então, dezenas de pessoas foram ouvidas pela polícia, e algumas linhas de investigação já foram descartadas. Uma comissão específica foi criada para conduzir o caso, que segue sob sigilo. A Secretaria de Segurança Pública informou que detalhes não serão divulgados neste momento para não comprometer o andamento das apurações.

Uma das hipóteses iniciais avaliava a possibilidade de as crianças terem entrado na mata sozinhas, cenário questionado por familiares diante da ausência de vestígios ao longo das buscas.

Para o coronel Célio Roberto, a falta de indícios após tantos dias é considerada incomum, especialmente levando em conta as condições físicas de duas crianças pequenas em ambiente de mata.

Enquanto as autoridades mantêm as operações em andamento, a família enfrenta a angústia da espera. A mãe das crianças, Clarice Cardoso, fez um novo apelo por informações que possam ajudar a esclarecer o caso.

Emocionada, ela afirma que a incerteza diária tem sido devastadora e pede que qualquer pessoa que saiba de algo procure as autoridades. O desejo, segundo ela, é receber uma notícia que traga alívio ao sofrimento vivido desde o desaparecimento.

Sem pistas conclusivas, o caso segue mobilizando forças de segurança e comovendo moradores da região, que acompanham apreensivos cada etapa das buscas.