Diarista mata casal a facadas no primeiro dia de trabalho em apartamento de luxo em BH

Suspeita foi indicada por parente das vítimas e confessou ter dopado idosos antes do crime.

Publicado em 2 de julho de 2026 às 15:21

Advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. 
Advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos.  Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa sob a suspeita de assassinar a facadas o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o crime ocorreu na última segunda-feira (29), data que marcava o primeiro dia de serviço de Paola na residência do casal, localizada em um condomínio de luxo em Belo Horizonte.

Embora fosse a estreia na casa das vítimas, Paola já atuava como diarista há bastante tempo e chegou ao local por indicação de um parente próximo do casal. Em depoimento, esse familiar relatou estar profundamente abalado e arrependido, afirmando que a mulher trabalhava regularmente em sua casa duas vezes por semana e nunca havia apresentado comportamento suspeito. “Ele afirmou que nunca teve nenhum problema com ela. Pelo contrário, disse que era uma pessoa muito boa de serviço e fácil de lidar”, afirmou o delegado Gustavo Barletta.

A investigação aponta que Paola entrou no edifício por volta das 7h30 da manhã levando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, ela deixou o prédio usando roupas diferentes e carregando sacolas grandes e uma bolsa que pertencia a Maria Clotilde.

Após ser presa em um hotel na cidade de Itabira, a suspeita confessou ter dopado o casal com um sonífero antes de desferir os golpes de faca e alegou ter sofrido um “surto” psicótico. No entanto, a perícia e a polícia trabalham com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que a diarista levou cerca de R$ 18 mil em espécie, além de joias e relógios das vítimas.

As autoridades continuam as investigações para verificar se houve a participação de possíveis comparsas na dinâmica do crime.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.