Diego Vieira, suspeito de exploração sexual contra menores, é autor da Lei Felca

Investigado por oferecer dinheiro e presentes a meninos menores de idade em troca de favores sexuais, o vereador nega o crime.

Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 11:47

(O parlamentar, Diego Vieira nega as acusações.)
(O parlamentar, Diego Vieira nega as acusações.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O vereador Diego Vieira (PRD), de Praia Grande, no litoral de São Paulo, é alvo de investigação por suspeita de exploração sexual de menores. Pais de adolescentes procuraram a Polícia Civil e apresentaram capturas de tela de conversas atribuídas ao parlamentar.

Há registro de boletim de ocorrência envolvendo dois adolescentes, um de 16 e outro de 15 anos. A advogada das vítimas, Mayra Solani, afirmou que outras possíveis vítimas podem ter sido abordadas.

“Estamos tentando entrar em contato com as outras vítimas. É importante que os pais de adolescentes que desconfiem que tiveram algum tipo de contato com o vereador conversem com seus filhos”, declarou a advogada.

O parlamentar, Diego Vieira nega as acusações.

Lei de combate à violência sexual

Na contramão das suspeitas, o vereador foi autor do Projeto de Lei 92/2025, apresentado em agosto de 2025 e sancionado em novembro pelo prefeito Alberto Mourão (MDB).

A proposta instituiu, no município, a campanha Maio Laranja, dedicada à promoção de ações de enfrentamento à adultização e à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Na justificativa do projeto, Diego Vieira afirmou:

“A criação desta campanha busca sensibilizar a população para a gravidade e as consequências dessa forma de violência, incentivar a denúncia, fortalecer a rede de proteção, orientar crianças e adolescentes sobre seus direitos e capacitar profissionais que atuam diretamente com o público infantojuvenil.”

O projeto leva o nome do youtuber Felipe Bressanim Pereira, de 27 anos, conhecido como Felca, que ganhou notoriedade após denunciar o influenciador Hytalo Santos por suposta exploração de menores.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Com informações do portal Metrópoles