Publicado em 11 de junho de 2026 às 22:41
O comentarista político e marqueteiro Eduardo Bisotto, figura próxima ao Movimento Brasil Livre (MBL) e ao Partido Missão, tornou-se alvo de intensa repercussão negativa nas redes sociais após a viralização de um trecho de uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube.>
Durante a live em que comentava o amistoso entre Brasil e Egito, último teste da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo de 2026, Bisotto criticou duramente a atuação de Vinicius Júnior. Em determinado momento, ele afirmou: “Virgínio é incapaz de acompanhar a capacidade. A incapacidade cognitiva dessa gente me irrita”. Logo em seguida, completou: “Vamos, ô mono”.>
A palavra “mono”, que significa “macaco” em espanhol, carrega forte conotação racista no contexto do futebol, especialmente contra Vini Jr., que já foi alvo recorrente desse tipo de insulto em jogos do Campeonato Espanhol pelo Real Madrid.>
Uma mulher que acompanhava a transmissão interrompeu Bisotto com um sonoro “Eduardo!”, em tom de alerta, percebendo o impacto da declaração. Pouco depois, o vídeo original foi retirado do ar.>
O caso explodiu nesta quinta-feira (11), gerando uma onda de críticas, memes e pedidos de responsabilização. Deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) já protocolou representação no Ministério Público contra Bisotto.>
Resposta de Bisotto>
Diante da repercussão, o marqueteiro publicou um texto em seu perfil no X (antigo Twitter) negando qualquer intenção racista e afirmando que não pedirá desculpas. Ele classificou as acusações como ataques de “criminosos” e prometeu responder na Justiça:>
“Não esperem pedido de desculpas. Nem textão no estilo ‘quem me conhece, sabe’. Os criminosos que me atacam nas redes terão a oportunidade de provar em juízo que eu sou r4cista. E vão descobrir que a vida real é mais complicada do que o esgoto em que estão acostumados a viver.”>
Bisotto atua como estrategista político e tem forte ligação com o ecossistema do MBL e do Partido Missão, legenda que lançou pré-candidaturas como a de Renan Santos à Presidência da República.>
Com informações do porta Metrópoles>