Publicado em 11 de junho de 2026 às 23:09
A participação da seleção da Costa do Marfim na Copa do Mundo de 2026 será marcada pela ausência de sua torcida organizada. Segundo o Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE), nenhum dos cerca de 500 torcedores que planejavam acompanhar a equipe conseguiu obter visto para entrar nos Estados Unidos.>
De acordo com o presidente do comitê, Julien Kouadio Adonis, as negativas levaram ao cancelamento das viagens. A entidade afirma que os pedidos foram recusados de forma recorrente, impossibilitando a presença dos torcedores marfinenses nos jogos da competição.>
A situação gerou frustração entre os apoiadores da seleção, que já haviam organizado caravanas para acompanhar os Elefantes em outras edições do Mundial. A Costa do Marfim participou anteriormente das Copas de 2006, 2010 e 2014, sempre contando com o apoio de grupos de torcedores que viajaram para acompanhar a equipe.>
O caso também reacendeu debates sobre as políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio ao lado de México e Canadá. Relatos semelhantes envolvendo cidadãos de outros países vêm chamando atenção às vésperas da competição.>
A relação entre futebol e identidade nacional tem um significado especial para a Costa do Marfim. Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 2005, quando a classificação inédita para a Copa do Mundo motivou um apelo público do então capitão Didier Drogba pela paz durante a guerra civil no país. O gesto ficou marcado como um símbolo da influência do futebol na sociedade marfinense.>
Enquanto a Copa de 2026 é apresentada como a maior da história em número de seleções e partidas, a ausência de torcedores de alguns países tem gerado questionamentos sobre o acesso de fãs internacionais ao torneio e os desafios enfrentados para acompanhar suas seleções nos estádios.>
Com informações do portal L’Equipe e CNN>
Com informações do portal L’Equipe e CNN>