Publicado em 4 de junho de 2026 às 20:59
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (4), para rebater interpretações sobre uma entrevista concedida a uma rádio de São Paulo e afirmar que nunca defendeu a substituição do Pix por outro sistema de pagamentos.>
Segundo Eduardo, alguns veículos de comunicação teriam distorcido suas declarações ao abordar a comparação feita entre o Pix e o sistema americano Zelle.>
"Jamais substituiria o Pix. O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer", escreveu o ex-parlamentar em publicação nas redes sociais.>
Comparação com sistema dos Estados Unidos>
Durante a entrevista, Eduardo mencionou que os Estados Unidos possuem mecanismos de transferência instantânea semelhantes ao Pix, citando como exemplo o Zelle, amplamente utilizado por bancos americanos.>
"Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle. O Zelle é o Pix dos Estados Unidos. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para sentar e negociar", declarou.>
Após a repercussão, o ex-deputado afirmou que sua intenção era destacar que sistemas semelhantes já existem em outros países e que isso poderia servir como argumento em eventuais negociações entre Brasil e Estados Unidos.>
Pix entra em debate comercial entre Brasil e EUA>
O tema ganhou relevância após o Pix ser citado em discussões comerciais envolvendo os Estados Unidos. O sistema brasileiro aparece entre os pontos analisados no âmbito de investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei do Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo americano para avaliar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país.>
Em documentos relacionados ao processo, o Pix é apontado como um modelo que poderia gerar desequilíbrios competitivos para empresas privadas de meios de pagamento, especialmente por ser administrado pelo Banco Central, instituição que também atua na regulamentação do setor.>
O relatório argumenta que o Banco Central teria incentivado a adoção do Pix ao exigir sua oferta gratuita para pessoas físicas e ao estabelecer limites para tarifas cobradas em determinadas operações.>
Sistema consolidado no Brasil>
Lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o Pix se tornou o principal meio de pagamentos instantâneos do país, sendo utilizado diariamente por milhões de brasileiros para transferências, pagamentos e recebimentos.>
A ferramenta é frequentemente apontada como uma das maiores inovações do sistema financeiro nacional, graças à rapidez das transações e à ausência de cobrança para pessoas físicas na maioria das operações.>
Com informações do portal Metrópoles e CNN>