Em audiência de custódia, Deolane Bezerra nega ligação com PCC e diz ter sido presa por advogar

Deolane foi alvo da ação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo

Publicado em 22 de maio de 2026 às 18:31

(Deolane Bezerra)
(Deolane Bezerra) Crédito: Reprodução 

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra negou, durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, qualquer vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Presa preventivamente na Operação Vérnix, ela afirmou que sua detenção decorre do exercício da advocacia.

Deolane foi alvo da ação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado à facção criminosa. Segundo a investigação, ela teria atuado como uma espécie de “caixa” do esquema, recebendo valores de origem ilícita, misturando-os com recursos lícitos e devolvendo-os à organização por meio de empresas de transporte de cargas.

Durante a audiência virtual, a influenciadora sustentou que os R$ 24 mil mencionados nos autos são honorários advocatícios de um cliente, recebidos de forma fracionada entre 2019 e 2020. “Fui presa por estar advogando”, declarou ela à juíza.

A Justiça, no entanto, decidiu manter a prisão preventiva. A defesa de Deolane pediu a concessão de prisão domiciliar, argumentando que ela é mãe de uma menina de 9 anos e que não há risco de fuga ou de reiteração criminosa. Os advogados classificaram a medida como “desproporcional” e afirmaram que a cliente é “absolutamente inocente”.

A influenciadora foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões em bens ligados a ela.

A Operação Vérnix mira uma rede de empresas usadas para ocultar a origem de recursos do PCC. Entre os alvos está também o líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que já se encontra preso.

Este é o segundo episódio de prisão de Deolane Bezerra. Em 2024, ela já havia sido detida em outra investigação por suspeita de lavagem de dinheiro, mas nega sistematicamente qualquer envolvimento com o crime organizado.

O caso segue em fase de inquérito policial e a defesa promete recorrer da decisão que manteve a prisão.

Com informações do portal UOL