Publicado em 6 de novembro de 2026 às 18:45
O estado de São Paulo registrou 67 casos confirmados de mpox desde 4 de outubro, início da 40ª semana epidemiológica. O número corresponde a aproximadamente 22% de todas as confirmações da doença no território paulista em 2026, indicando aumento de registros nas últimas semanas.>
Entre janeiro e esta sexta-feira (6), São Paulo contabilizou 300 casos da doença, sem registro de mortes. Desse total, 197 foram identificados na capital paulista. Os dados são da plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde.>
Em comparação com os anos anteriores, o estado registrou 423 casos em 2025 e 1.134 em 2024. Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter encerrado a emergência de saúde pública de importância internacional relacionada à mpox em setembro de 2025, a doença continua sob monitoramento das autoridades sanitárias.>
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o acompanhamento inclui exames laboratoriais e rastreamento de contatos para identificar possíveis cadeias de transmissão. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, Tatiana Lang, afirmou que os serviços de saúde seguem sendo orientados para identificar e notificar rapidamente casos suspeitos.>
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. O compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas de cama e itens de uso pessoal, também pode transmitir o vírus.>
Entre os sintomas estão lesões na pele e nas mucosas, inclusive na região genital, febre, fraqueza, aumento dos linfonodos (ínguas), dores musculares, nas costas e de cabeça.>
Para reduzir o risco de infecção, a orientação das autoridades de saúde é evitar contato próximo ou íntimo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos, não compartilhar objetos pessoais e higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.>