Enem: candidatos com crise de ansiedade ou TOC poderão levar acompanhante

A novidade está prevista no edital divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Publicado em 29 de maio de 2026 às 12:02

A novidade está prevista no edital divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
A novidade está prevista no edital divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) Crédito: Reprodução

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 vai permitir, pela primeira vez, que candidatos com transtorno de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tenham direito a um acompanhante autorizado durante os dias de prova. A novidade está prevista no edital divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O atendimento especializado também passa a incluir participantes com fibromialgia, síndrome crônica que provoca dores pelo corpo, fadiga intensa, alterações no sono, dificuldade de concentração e maior sensibilidade ao toque.

De acordo com o Inep, candidatos com histórico de crises de ansiedade ou TOC poderão solicitar a presença de uma pessoa de suporte. O acompanhante ficará em uma sala reservada e monitorada por fiscais, podendo ser acionado caso o participante precise de acolhimento emocional ou estabilização durante a aplicação do exame.

O espaço também poderá ser utilizado por profissionais responsáveis por auxiliar candidatos que necessitem de apoio para ir ao banheiro ou se alimentar.

Para ter acesso ao recurso, será obrigatório apresentar documentação comprobatória, como laudo médico, no momento da solicitação do atendimento especializado.

O Inep informou que a política de acessibilidade do Enem já contempla pessoas com deficiência, transtornos e condições específicas de saúde, além de gestantes, lactantes, participantes internados e pessoas com mobilidade reduzida.

Entre os atendimentos já oferecidos estão prova ampliada e superampliada, videoprova em Libras, leitor de tela, tradutor-intérprete de Libras, leitura labial, auxílio ledor, transcrição das respostas, guia-intérprete para surdocegos, mobiliário acessível, salas adaptadas, atendimento para lactantes, aplicação em classe hospitalar, tempo adicional de 60 minutos e calculadora para participantes com discalculia.

O Inep também destacou que o Enem foi uma das primeiras avaliações do país a oferecer prova em Braille. Desde 2020, o exame permite ainda a escrita e correção da redação nesse sistema utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão.

Segundo o instituto, o número de participantes atendidos com recursos especializados quase triplicou nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, os atendimentos passaram de 30.856 para 89.770 candidatos, um crescimento de 191%.

Com informações do G1