Publicado em 29 de agosto de 2025 às 16:40
Uma megaoperação da Receita Federal revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) construiu uma rede financeira de alto nível para lavar dinheiro do crime organizado. O esquema, estimado em R$ 30 bilhões em 40 fundos de investimento, envolvia fintechs, empresas de fachada, imóveis, veículos e até postos de combustível.>
De acordo com análise do jornalista Fernando Nakagawa no CNN 360°, a estrutura do grupo funcionava em três frentes principais:>
1. Produção – usinas e formuladores de combustíveis que operavam fora das regras do setor;>
2. Distribuição – postos de gasolina, lojas de conveniência e padarias usadas para movimentar dinheiro vivo;>
3. Investimentos – aplicação dos valores em fintechs, fundos, imóveis e outros ativos para dar aparência de legalidade.>
O caminho do dinheiro>
O dinheiro começava em comércios controlados pela facção, passava por fintechs e, em seguida, era direcionado a fundos de investimento. Apenas uma dessas fintechs movimentou R$ 46 bilhões em quatro anos, com cerca de 11 mil depósitos em espécie.>
O PCC também administrava mais de mil postos de combustíveis irregulares, quatro usinas de etanol, um terminal portuário, 1.600 caminhões e mais de 100 imóveis. No total, os valores movimentados chegaram a R$ 52 bilhões em quatro anos.>
Reação do governo>
Diante da descoberta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou uma norma que amplia as responsabilidades das fintechs. Agora, essas empresas serão obrigadas a comunicar operações suspeitas ao Banco Central, à CVM, ao COAF e à própria Receita Federal, exigência que antes recaía apenas sobre bancos tradicionais.>
Com informações da CNN >