Entenda o que é o ciclone bomba que pode atingir o Sul do Brasil

Fenômeno pode provocar tempestades, ventos fortes, granizo e queda nas temperaturas entre quinta-feira (6) e sábado (8).

Publicado em 5 de agosto de 2026 às 18:29

Fenômeno pode provocar tempestades, ventos fortes, granizo e queda nas temperaturas entre quinta-feira (6) e sábado (8).
Fenômeno pode provocar tempestades, ventos fortes, granizo e queda nas temperaturas entre quinta-feira (6) e sábado (8). Crédito: Reprodução 

Nesta quarta-feira (5), meteorologistas alertaram para a possibilidade de formação de um ciclone bomba na região Sul do Brasil a partir desta quinta-feira (6). O fenômeno deve se desenvolver entre o norte da Argentina, o Paraguai, o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, com previsão de tempestades, ventos intensos e queda nas temperaturas.

De acordo com o astrônomo Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), o ciclone começa a se formar quando uma massa de ar muito frio encontra uma massa de ar quente. Esse contraste provoca uma rápida queda na pressão atmosférica, favorecendo o desenvolvimento do sistema.

Para que seja classificado como ciclone bomba, ou ciclogênese explosiva, a pressão atmosférica precisa cair pelo menos 24 milibares (hPa) em um intervalo de 24 horas. Segundo o pesquisador, essa redução é o que diferencia o fenômeno de um ciclone extratropical comum.

Com a chegada da massa de ar frio por baixo da massa de ar quente, o ar quente é forçado a subir rapidamente, formando nuvens de grande desenvolvimento e aumentando a intensidade das tempestades.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), caso a previsão se confirme, o sistema poderá provocar chuvas intensas, descargas elétricas, queda de granizo e ventos fortes entre quinta-feira (6) e sábado (8).

As projeções indicam que as rajadas mais intensas devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde os ventos podem ultrapassar os 100 km/h. Já no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, são esperadas rajadas superiores a 60 km/h.

À medida que o ciclone avançar em direção ao Oceano Atlântico, uma frente fria associada ao sistema também deve atingir a Argentina e os estados da região Sul do Brasil, provocando queda nas temperaturas nos próximos dias.