Publicado em 5 de setembro de 2026 às 12:16
Nesta sexta-feira (4), a deputada federal Érika Hilton (PSol-SP) pediu a prisão do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após o parlamentar publicar um documento falso atribuído à Polícia Federal para contestar suspeitas relacionadas a conversas que manteve com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-sócio do Banco Master, preso em uma investigação sobre fraudes no sistema financeiro.>
Segundo Érika, a divulgação do documento, que teria sido produzido com inteligência artificial, pode configurar crime. Em uma publicação no X, a deputada afirmou que a Justiça precisa investigar o caso e agir rapidamente, principalmente durante o período eleitoral.>
As conversas entre Nikolas e Vorcaro que foram usadas como base para o documento falso tratavam de um pedido feito pelo deputado para que o banqueiro comprasse uma peça de minério oferecida por um amigo do parlamentar.>
Em um dos áudios, divulgados pelo ICL Notícias, Nikolas também pede desculpas a Vorcaro por ter publicado um vídeo com críticas ao Banco Master. Na mensagem, o deputado afirma que não sabia que o banco era ligado ao banqueiro.>
Além de Érika Hilton, o deputado federal Chico Alencar (PSol-RJ) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) por meio de uma notícia-crime contra Nikolas Ferreira.>
A representação pede que sejam investigadas as circunstâncias envolvendo a produção e a divulgação do documento falso. Segundo Chico Alencar, mesmo após Nikolas afirmar que não sabia que o material era falso, é necessário apurar quem produziu o documento e como ele foi utilizado.>
A notícia-crime aponta que, em tese, os fatos podem se enquadrar nos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e uso de documento falso, previstos nos artigos 297, 299 e 304 do Código Penal.>
A publicação foi retirada por Nikolas Ferreira depois que a Polícia Federal negou a autenticidade do documento. O deputado afirmou que compartilhou o material após encontrá-lo em um portal de notícias e que apagou a postagem quando descobriu que se tratava de um conteúdo falso.>
O caso agora é alvo de questionamentos sobre a origem do documento e as circunstâncias de sua divulgação, enquanto os parlamentares que acionaram a PGR defendem a investigação dos possíveis responsáveis.>