Publicado em 23 de junho de 2026 às 17:45
A procuradora do estado de Roraima, Rebeca Teixeira Ramagem Rodrigues, teve seu período de afastamento do trabalho estendido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR) até o dia 7 de julho de 2026. Nesta terça-feira (23), a servidora atingiu a marca de 218 dias longe de suas funções, o equivalente a sete meses sem exercer as atividades presenciais no órgão.>
A sequência de ausências começou em 17 de novembro de 2025, inicialmente com um período de férias. Desde então, a procuradora emendou prorrogações de férias, o recesso forense e, mais recentemente, uma "licença-prêmio". Este novo benefício, referente ao período trabalhado entre 2020 e 2025, foi iniciado em 9 de maio, logo após o término de 78 dias de férias remuneradas. Ao final da atual licença, a servidora terá somado 233 dias sem trabalhar.>
Além dos períodos autorizados, a Corregedoria da PGE-RR apura um intervalo de 45 dias de ausência injustificada. O problema ocorreu após Rebeca apresentar um atestado médico de 60 dias que não foi reconhecido pela junta médica oficial, pois a procuradora faltou a duas perícias presenciais obrigatórias. A servidora chegou a acionar a Justiça para tentar realizar uma perícia virtual, mas o pedido foi negado sob a justificativa de que o estado de Roraima não possui estrutura legal para avaliações online.>
Em vídeos publicados nas redes sociais, a procuradora alega ser vítima de perseguição política e afirma que o governo suspendeu seu regime de teletrabalho de forma arbitrária. Contudo, a PGE-RR contesta a versão, documentando que Rebeca não atua em regime remoto desde 2020, quando ela própria solicitou transferência para a unidade de Brasília, onde a atuação exigida é presencial.>
Rebeca é casada com o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que teve o mandato cassado e foi detido em abril nos Estados Unidos pelo serviço de imigração local. Em novembro de 2025, a servidora declarou nas redes sociais que a família havia deixado o Brasil para "proteger a família". Até o momento, a PGE-RR afirma não possuir informações oficiais sobre o paradeiro exato da procuradora ou se ela permanece em território americano. Os procedimentos da Corregedoria para apurar as faltas ocorrem sob sigilo.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>