Excesso de cloro no Rio Maresias mata peixes e gera multa de R$ 100 mil à Sabesp

Prefeitura de São Sebastião aponta excesso de hipoclorito como causa da contaminação do Rio Maresias.

Publicado em 2 de março de 2026 às 09:54

Excesso de cloro no Rio Maresias mata peixes e gera multa de R$ 100 mil à Sabesp
Excesso de cloro no Rio Maresias mata peixes e gera multa de R$ 100 mil à Sabesp Crédito: Reprodução/Prefeitura de São Sebastião

A morte de peixes no Rio Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, resultou em uma multa de R$ 100 mil aplicada à Sabesp. A penalidade foi anunciada pela prefeitura após uma vistoria ambiental identificar indícios de contaminação provocada por excesso de hipoclorito despejado no curso d’água.

A apuração começou após uma denúncia formal. Na última quinta-feira, fiscais municipais estiveram na foz do rio e encontraram grande quantidade de peixes mortos, entre eles espécies nativas como acarás papa-terra e bagres. Além da mortandade, a equipe percebeu forte cheiro de cloro tanto às margens quanto em uma estrutura de passagem próxima ao ponto onde os animais foram localizados.

Segundo a administração municipal, não havia sinais de despejo doméstico em grande volume que justificassem o ocorrido. Diante disso, os agentes seguiram até a Estação de Tratamento de Esgoto de Maresias para verificar o sistema de desinfecção. Durante a inspeção, foi constatado que um dos reservatórios de hipoclorito apresentava problemas estruturais, como registro quebrado e peças soltas.

A análise técnica apontou concentração de hipoclorito acima dos limites estabelecidos pelas normas. De acordo com a prefeitura, o aumento significativo de cloro na água pode comprometer o sistema respiratório dos peixes, causando necrose nos tecidos e levando os animais à morte.

A linha do tempo dos registros operacionais da estação, ainda segundo o município, coincide com o período das denúncias e com o momento em que a mortandade foi identificada. Além da multa, a prefeitura determinou que a Sabesp apresente relatórios detalhados sobre a dosagem de cloro utilizada nos meses de dezembro de 2025, janeiro e fevereiro de 2026 para nova avaliação.

O caso acende alerta sobre os impactos ambientais de falhas operacionais em sistemas de saneamento, especialmente em regiões costeiras que dependem da preservação dos rios para manter o equilíbrio do ecossistema e a atividade turística.