Publicado em 10 de setembro de 2026 às 22:50
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (10) a retirada de sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte. A decisão ocorre em meio à crise interna no Supremo, provocada por divergências envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes sobre o andamento das apurações.>
A determinação estabelece que permaneçam sob sigilo somente informações relacionadas a diligências cuja publicidade possa comprometer a realização de medidas futuras. Fachin também solicitou que os procedimentos relacionados à investigação sejam encaminhados à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros.>
A medida ocorre poucos dias antes de uma sessão extraordinária do plenário do STF, marcada para terça-feira (15), na qual os ministros deverão analisar o relatório produzido pela Polícia Federal a pedido de André Mendonça. O documento aponta uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso.>
Crise no Supremo>
Na quarta-feira (9), Fachin convocou o plenário para discutir o relatório da PF e a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes. A iniciativa provocou novas articulações entre os ministros da Corte.>
Parte dos integrantes do STF questiona a forma como Mendonça solicitou a investigação de um colega sem que o pedido tivesse passado previamente pelo plenário. O relatório da Polícia Federal também foi alvo de críticas internas.>
Ao longo desta quinta-feira, Fachin realizou uma série de reuniões no gabinete da Presidência para discutir a crise e o rito da sessão de terça-feira. Ele recebeu Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Luiz Fux. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também esteve no gabinete.>
No fim da noite, Fachin se reuniu ainda com a ministra Cármen Lúcia.>