Publicado em 4 de setembro de 2026 às 10:11
A tensão institucional nos bastidores do Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (04). O presidente da Corte, Edson Fachin, decidiu retirar as graves acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes contra o colega André Mendonça de dentro do escopo do inquérito das Fake News, chamando a responsabilidade do caso para a própria Presidência do tribunal.>
Com a medida, Fachin determinou um prazo de cinco dias úteis para que o próprio Mendonça e a Procuradoria-Geral da República apresentem suas manifestações formais sobre o imbróglio.>
O atrito veio a público na véspera, quando Moraes incluiu um despacho contundente no inquérito apontando que Mendonça teria cometido improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.>
Segundo as acusações do magistrado, a atuação de seu colega em investigações ligadas às mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria rompido a imparcialidade judicial, além de indicar um suposto direcionamento político para blindar ou alvejar figuras públicas específicas, como o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre, contando inclusive com interferências indevidas na condução da Polícia Federal e em tratativas de delação premiada.>
Agora, com o processo sob o crivo direto da presidência de Fachin, o tribunal tenta pacificar e dar os devidos trâmites legais às apurações internas. A expectativa recai sobre os argumentos que serão apresentados por Mendonça e pela PGR nos próximos dias, num momento em que a mais alta corte do país lida com os reflexos de um confronto direto entre seus próprios integrantes.>