Publicado em 4 de setembro de 2026 às 10:16
A Polícia Civil investiga o assassinato de Valentina Irene Alves Pereira, de 15 anos, em Marabá, no sudeste do Pará. Segundo as investigações, a adolescente teria sido sequestrada e mantida sob tortura por cerca de 15 horas antes de ser morta. Três suspeitos foram presos na quarta-feira (2).>
O caso foi apresentado pela Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (3). De acordo com os investigadores, a morte estaria relacionada à disputa entre grupos criminosos. Uma fotografia da adolescente fazendo gestos interpretados como ligados a uma facção teria sido compartilhada com integrantes de um grupo rival e motivado a ordem para a execução.>
Foram presos Adriele Vitória Silva dos Santos, Leonarda Sousa Silva, conhecida como Léo, e Jonas Mikael da Silva Rocha, chamado de “Black”. Segundo a polícia, Adriele e Leonarda foram localizadas por meio de mandados judiciais. Jonas foi preso em flagrante.>
O desaparecimento de Valentina foi registrado no dia 25 de agosto. Após a comunicação do caso, a investigação passou a ser conduzida pela Delegacia de Homicídios, que realizou diligências para localizar a adolescente e identificar os responsáveis.>
O corpo foi encontrado oito dias depois, enterrado em uma área de mata nas proximidades do Residencial Tiradentes. Conforme a perícia, havia sinais de violência e várias perfurações provocadas por arma branca. Também foram encontrados projéteis que deverão passar por exames complementares.>
Segundo a investigação, Valentina teria sido levada inicialmente para uma área no núcleo Cidade Nova. De lá, teria seguido com integrantes de uma facção até uma região de mata próxima a Morada Nova. A polícia acredita que ela tenha percebido somente depois que seria submetida ao chamado “tribunal do crime”.>
Durante a operação realizada na quarta-feira, Jonas teria contado aos policiais que a adolescente havia sido submetida ao “tribunal do crime”. Ele afirmou que não participou diretamente da execução, mas admitiu ter levado água e alimentos para pessoas que estavam na área de mata.>
Ainda segundo a polícia, Jonas apontou o local onde integrantes do grupo teriam se reunido, mas inicialmente negou saber onde o corpo estava enterrado.>
Adriele também teria admitido participação no crime e indicado aos policiais uma área de mata. No local, foram encontradas manchas de sangue e uma faca sem cabo, que será analisada pela perícia.>
A localização da cova ocorreu após um detalhe chamar a atenção dos investigadores. Adriele teria se sentado justamente em um ponto onde havia sinais de terra recentemente mexida. A equipe decidiu verificar o local e encontrou o corpo da adolescente enterrado.>
A investigação também encontrou registros do assassinato em aparelhos celulares apreendidos durante a operação. De acordo com a Polícia Civil, fotografias e vídeos relacionados à morte da adolescente estavam armazenados nos dispositivos.>
Para os investigadores, o material teria sido produzido para comprovar a execução da ordem a integrantes da organização criminosa que acompanhavam o caso à distância.>
Durante o cumprimento das diligências, os policiais também apreenderam drogas e uma arma de fogo em um dos imóveis investigados. Jonas ainda teria tentado fugir pulando um muro e jogado um celular durante a fuga, mas o aparelho foi recuperado pela equipe.>
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar outras pessoas que possam estar envolvidas no assassinato da adolescente.>