Falso líder religioso é condenado por extorquir R$ 700 mil de mulher em São Paulo

Homem teria usado supostos “trabalhos espirituais” e ameaças para extorquir mulher durante nove meses; Justiça manteve pena de mais de 9 anos de prisão.

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 23:23

(A mulher acabou entregando aproximadamente R$ 700 mil ao homem.)
(A mulher acabou entregando aproximadamente R$ 700 mil ao homem.) Crédito: Reprodução 

A Justiça de São Paulo manteve a condenação de um homem apontado como líder religioso acusado de extorquir cerca de R$ 700 mil de uma mulher sob o pretexto de realizar “trabalhos espirituais”. A decisão confirmou a sentença da 1ª Vara Criminal de Rio Claro, que estabeleceu pena de 9 anos e 26 dias de prisão, em regime fechado.

Segundo as investigações, a vítima enfrentava problemas de saúde e estava emocionalmente fragilizada quando conheceu o homem. Ele teria convencido a mulher de que ela estaria possuída por “espíritos malignos” e afirmado que poderia realizar um ritual para expulsá-los. Inicialmente, o serviço teria sido oferecido por R$ 2,3 mil.

De acordo com o processo, porém, a situação teria se prolongado por aproximadamente nove meses. Durante esse período, o acusado teria feito novas exigências financeiras e afirmado que os pagamentos seriam necessários para impedir que as supostas entidades espirituais prejudicassem ou matassem a vítima.

A mulher acabou entregando aproximadamente R$ 700 mil ao homem. Conforme consta no processo, a situação provocou graves consequências emocionais e ela chegou a tentar tirar a própria vida.

A defesa pediu a absolvição por suposta insuficiência de provas. O recurso, entretanto, foi rejeitado pela relatora, desembargadora Fátima Vilas Boas Cruz. Na avaliação da magistrada, os depoimentos da vítima e das testemunhas, além dos comprovantes das movimentações financeiras, foram suficientes para comprovar a prática do crime.

A relatora também destacou que as ameaças teriam sido reiteradas e direcionadas à condição de fragilidade emocional e às crenças da vítima. Segundo a decisão, o acusado teria criado uma situação de constante constrangimento para pressioná-la a entregar valores.

Com a manutenção da condenação, o homem deverá cumprir a pena de 9 anos e 26 dias de reclusão em regime fechado, conforme determinado pela Justiça paulista.

Com informações do portal Metrópoles