Faraó dos Bitcoins afirma ter senha de fortuna bilionária em criptomoedas

Glaidson Acácio disse à Justiça que pode ter acesso a uma carteira de criptomoedas com valores que seriam suficientes para pagar parte das dívidas com investidores.

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 21:31

(Durante depoimento, Glaidson declarou que sabe a senha necessária para acessar os valores, mas afirmou não conseguir se lembrar dela de forma completa.)
(Durante depoimento, Glaidson declarou que sabe a senha necessária para acessar os valores, mas afirmou não conseguir se lembrar dela de forma completa.) Crédito: Reprodução

Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, afirmou à Justiça que possui informações que podem permitir o acesso a uma fortuna bilionária em criptomoedas. Segundo ele, os ativos estão armazenados em uma carteira que permanece sob custódia da Polícia Federal.

Durante depoimento, Glaidson declarou que sabe a senha necessária para acessar os valores, mas afirmou não conseguir se lembrar dela de forma completa. A carteira estaria armazenada em um dispositivo físico, conhecido como “carteira fria”, utilizado para manter criptomoedas fora da internet.

A declaração chamou atenção porque, segundo o empresário, os recursos poderiam ser utilizados para quitar dívidas com investidores que aguardam há anos pela recuperação do dinheiro aplicado na empresa.

Glaidson é acusado de comandar, por meio da G.A.S. Consultoria, um esquema envolvendo investimentos em criptomoedas. A empresa prometia aos clientes rendimentos elevados e acabou sendo alvo de uma operação da Polícia Federal.

Milhares de investidores aguardam ressarcimento

O caso deixou milhares de investidores com valores a receber. A possibilidade de existência de uma carteira com grande quantidade de criptomoedas reacendeu a expectativa de recuperação dos recursos.

No entanto, a existência e o valor dos ativos ainda precisam ser confirmados pelas autoridades. O acesso à carteira também depende da recuperação da senha e de procedimentos técnicos para verificar os eventuais valores armazenados.

Glaidson foi preso em 2021 durante a Operação Kryptos, da Polícia Federal. Desde então, o caso passou a envolver uma série de investigações sobre movimentações financeiras e possíveis crimes relacionados às atividades da empresa.

O empresário nega as acusações e sustenta que não cometeu irregularidades.