Publicado em 11 de maio de 2026 às 21:21
O governo do estado de São Paulo aplicou uma multa de R$ 1,04 bilhão à Fast Shop por suposto envolvimento em fraudes relacionadas ao ICMS. A sanção é considerada a maior já registrada no Brasil com base na Lei Anticorrupção.
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Segundo as investigações, a empresa teria participado de um esquema para obtenção irregular de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de interferência em fiscalizações e oferta de vantagens indevidas a agentes públicos.>
Operação investigou esquema tributário>
O caso é um desdobramento da Operação Ícaro, conduzida para investigar esquemas de corrupção tributária envolvendo auditores fiscais e empresas privadas.>
As apurações apontaram que a Fast Shop contratou uma consultoria tributária ligada a um ex-auditor fiscal para acessar de forma irregular sistemas do governo paulista.>
De acordo com as autoridades, o esquema utilizava informações privilegiadas e certificados digitais da empresa para fraudar a homologação de créditos tributários e garantir benefícios milionários.>
Valor da fraude>
As investigações analisaram cerca de R$ 1,59 bilhão em movimentações financeiras. Segundo o governo paulista, ficou comprovada a inserção de dados irregulares que resultaram na obtenção indevida de R$ 1,04 bilhão em créditos de ICMS.>
O valor da multa corresponde justamente ao montante que teria sido obtido de forma ilegal.>
Empresa diz que vai recorrer>
Em nota, a Fast Shop afirmou que o processo administrativo ainda não foi concluído e que não há decisão definitiva sobre o caso.>
A empresa informou que apresentará recurso nas esferas administrativas e judiciais, alegando que a multa é desproporcional e não segue critérios legais aplicados em situações semelhantes.>
A companhia também declarou que colaborou com as autoridades durante as investigações e afirmou que vem reforçando medidas de governança e compliance.>